quinta-feira, 12 de janeiro de 2012



 Engana-se quem pensa que um deficiente visual não pode usar o computador ou mexer em uma tela touchscreen, sensível ao toque. Pelo contrário, a tecnologia facilita a essas pessoas escreverem, lerem livros e até assistirem a filmes. Atualmente, diversos softwares — conhecidos como leitores de tela — transformam em áudio todo o conteúdo escrito na tela.
O professor de retórica Victor Caparica, de 30 anos, que perdeu a visão aos 22 anos em um acidente, faz uso dessas tecnologias. Ele considera o iPhone como uma espécie de “renascença para os cegos”. “A quantidade de acessibilidade que ele trouxe ajudou muito a gente. Para o deficiente visual, existem diversas opções”, conta. A habilidade com o teclado adquirida antes de perder a visão facilitou sua adaptação e, sendo fã de tecnologia, ele rapidamente se acostumou aos leitores de tela e hoje consegue montar slides, estudar, escrever, ler livros, assistir a filmes e, claro, participar das redes sociais.
“Existem diversos aplicativos feitos para os cegos e, hoje em dia, é muito mais fácil para nós usarmos a internet”, explica. Os leitores de tela leem todo o conteúdo escrito na página e os comandos são usados somente pelo teclado, excluindo por definitivo o mouse. Cada voz é diferente e a velocidade é regulável. “Depois que a pessoa se habitua, ela vai entendendo cada vez mais rápido o som e pode ir deixando a voz mais rápida. Uma hora, a gente se irrita e vai aumentando a velocidade para facilitar”, ressalta.
Mesmo na tela touchscreen, Caparica consegue saber onde os ícones estão. “A gente consegue visualizar o ambiente dentro da nossa cabeça e temos noção de espaço. Na internet não é diferente, eu crio um espaço virtual na minha mente e consigo navegar só pelo comando de voz normalmente”, confirma.
Sites sem acessibilidade
Apesar das inovações, ainda existem alguns problemas. Nem todos os sites são facilmente ‘traduzidos’ para o áudio, devido ao grande de número de imagens e também outros plug-ins que não podem ser lidos. Como, por exemplo, a confirmação de identidade, onde o internauta deve digitar os caracteres que aparecem na tela. “Apesar de existir a opção de você ouvir as letras para depois digitar, o sistema não funciona e não é usual, sou obrigado a mudar de site ou pedir ajuda de alguém”, diz Victor Caparica.
Empresa que mais evoluiu foi Apple
Os leitores de tela são compatíveis com diversas plataformas. No caso do Linux, o leitor é o Orca e vem integrado ao sistema. No Windows, existem opções variadas, porém, a maioria delas é paga. Um exemplo de leitor gratuito é o NVDA (NonVisual Desktop Access ou Acesso Não Visual ao Ambiente de Trabalho). A empresa que mais evoluiu na tecnologia assistiva é a Apple, com o sistema VoiceOver integrado, seja nos IOS (celulares, tablets e tocador de música) ou no Mac OS.
Livros, filmes, jogos e redes sociais
Para ler livros, Caparica baixa e-books em extensões .pdf ou .doc, do Word, e o leitor de telas lê o livro. “Eu deito e fico ouvindo sossegado, coloco a voz em uma velocidade rápida e consigo ler de cem a 200 páginas por dia”, explica. E para assistir a filmes, é até mais simples, tanto no notebook quanto no cinema.
“Só pelas falas e o som ambiente, a gente consegue entender o filme, com exceções das cenas de clipes, ou seja, eles tiram o som ambiente e colocam uma música, aí a gente precisa que alguém nos explique ou que tenha a audiolegenda adequada”, explica.
E quando o filme é legendado, apesar de ser fluente em inglês, ele tem a opção de colocar o leitor de telas, que lê as legendas. Caparica é fã do Twitter e usa a versão mobile e também no computador, com o Qwitter Blind Accessibility, que lê os tweets para ele. “Mesmo se eu voltasse a enxergar, eu continuaria usando esse aplicativo, ele é fantástico”, brinca ele.
O Qwitter não cria nenhuma página na tela, então, o internauta pode navegar e simplesmente usar os comandos do teclado para twittar, ler a timeline e até checar as mensagens. “Depois de um tempo, a gente aprende a identificar somente pelo áudio”, completa.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O Serviço de Proteção Social para Pessoas Portadoras de Deficiência, ligado à Secretaria da Família e Assistência Social, o “Campos para Todos”, prossegue atendendo portadores de necessidades especiais. Com uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, advogado e assistente social, o órgão realiza o primeiro atendimento aos deficientes e, verificadas as necessidades, os encaminham às redes de atendimento existentes no município.

O órgão é referência para atendimento a pessoas com qualquer tipo de deficiência e tem como objetivo principal, assegurar os direitos delas, articulando entre as secretarias e demais órgãos públicos, a implementação de políticas públicas que desenvolvam suas potencialidades e melhorem sua qualidade de vida.

 O Serviço de Proteção Social para Pessoas com Deficiência está localizado na Praça da República, atrás da nova Rodoviária Roberto Silveira, no Centro da cidade, e realiza atendimento de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

No Dia Mundial do Braille, comemorado hoje (4), pessoas com deficiência visual cobram maior uso do sistema de leitura e escrita no Brasil.

Criado pelo francês Louis Braille, nascido em 4 de janeiro de 1809 e que perdeu a visão aos 3 anos, o sistema permite a pessoas com cegueira total ou parcial ler por meio do tato. Com seis pontos em relevo dispostos em duas colunas e três linhas, o sistema proporciona 63 combinações diferentes que representam as letras do alfabeto, os números, símbolos científicos, da música, fonética e informática.

Com apenas um toque, o cego percebe os pontos em relevo ao passar os dedos da esquerda para a direita. O sistema Braille chegou ao Brasil em 1850. A partir da década de 1940, passou a ser usado em livros.

Apesar de já existir cardápios em restaurantes e embalagens de cosméticos e de remédios em braille, cegos ou pessoas com baixa visão ainda reclamam da dificuldade de encontrar informações adaptadas.

“Os mercados não informam nada em braille sobre promoções de mercadorias. Não tem nada”, disse a vice-presidente da Associação Brasiliense de Deficientes Visuais (ABDV), Adriana Candeias, que é cega.

Acrescentando as reclamações da vice-presidente, pelo descaso com o deficiente visual, o diretor administrativo da associação, Paulo Luz, que também tem deficiência visual desabafa.

“A gente não tem condições de saber o que está comprando, a validade. Algumas empresas já estão implantando, mas ainda falta muito”, ressalta o Diretor.

A vice-presidente reforçou que o braille garante independência aos cegos. “A partir do momento em que é oferecido algo em braille, a pessoa com deficiência visual passa a ser independente. Ela sabe que pode ir ao estabelecimento sozinho e vai ter total acesso”, destacou Adriana Candeias.

Os representantes da associação também alertaram para a demora de livros didáticos novos serem transformados para o braille. “Lançam um livro hoje, mas quando o cego vai ter acesso à obra, ela já está ultrapassada”, argumentou Paulo Luz.

As editoras não são obrigadas a publicar em braille todas as obras lançadas. Quando recebe pedidos, o setor, geralmente, recorre a empresas especializadas e instituições não governamentais para fazer a conversão, segundo a coordenadora de Revisão Braille da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Regina Fátima de Oliveira

Os livros falados têm sido usados para conseguir textos atualizados com rapidez. Desde 2009, o Ministério da Educação disponibiliza, de graça, um software que converte qualquer texto de computador em sonoro, com narração em português.

Apesar dos benefícios da tecnologia, a coordenadora defende que o livro em braille é primordial nos primeiros anos escolares das crianças cegas. “Para que possa ter domínio da ortografia ou da simbologia da matemática, a criança precisa do livro físico, assim como é com as crianças que enxergam. A gente só lê quando toca”, explicou.

O crescimento da utilização do audiolivro pode estar relacionado ao custo mais baixo em comparação ao de braille. Cada página de um texto comum equivale a até quatro páginas em braille, conforme a especialista.

No Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e 6 milhões com baixa visão, segundo dados da fundação com base no Censo 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte:http://www.ururau.com.br/saude10133#Deficientes%20visuais%20querem%20maior%20uso%20do%20sistema%20Braille%20no%20Brasi

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Quando se fala em deficiência física logo se pensa em limitações. Mas com a implantação, há 15 dias, do Serviço de Proteção Social para a Pessoa com Deficiência, o “Campos para Todos”, este cenário passou a contar com mais um instrumento para diminuir os obstáculos do dia-a-dia. O órgão é uma referência para atendimento a pessoas com qualquer tipo de deficiência e tem como objetivo principal assegurar os direitos delas. Dados do último Censo do IBGE revelam que há, no município, cerca de 50 mil pessoas deficientes.

O espaço, localizado na Praça da República, é mais um ferramenta da secretaria da Família e Assistência Social, para articular entre as secretarias e demais órgãos públicos, a implementação de políticas públicas que desenvolvam suas potencialidades e melhorem a qualidade de vida dos portadores de deficiência física. A capacidade inicial de atendimento no “Campos para Todos” é de 80 pessoas/mês.

Para o presidente da ONG Esporte Sem Fronteiras, o cadeirante-atleta Alessandro Martins Guimarães, conhecido como Piti, o canal aberto pelo “Campos para Todos” vai facilitar não só acesso a políticas públicas, mas dar mais visibilidade às pessoas portadoras de deficiência. Segundo ele, que há mais de 20 anos está em uma cadeira de rodas, são muitas as dificuldades enfrentadas.

Fonte:http://www.fmanha.com.br/#1219359808/1324137926

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Para comemorar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado em 3 de dezembro, a Secretaria Municipal de Educação promove nesta segunda-feira (5), a quinta edição do seminário de Educação Inclusiva. Com o tema “Direito à Diversidade”, o evento, que começa em instantes, no auditório da secretaria (Smec), segue até sexta-feira (9).

Segundo a diretora do Departamento Multiprofissional, Rita Chardelli, a principal proposta do evento é formar gestores e educadores para construção de sistemas educacionais inclusivos.

O professor Reginaldo Ferreira da Silva ministrou ontem (08/12/11) uma palestra extremamente interessante, onde apresentou seu trabalho como coordenador no Projeto “Campos para Todos” Serviço de Proteção Social para Pessoas com Deficiência.
De forma dinâmica partilhou sonhos. Demonstrou a felicidade de estar concretizando seu trabalho em favor de pessoas com deficiências.
Segundo o professor, o projeto é o primeiro Serviço de Proteção Social para Pessoas com Deficiência do interior do Rio de Janeiro e modelo para todo país. O órgão será uma referencia em atendimento para pessoas com qualquer tipo de deficiência seu principal objetivo será assegurar os seus direitos, articulando entre as secretarias e demais órgãos públicos, a implementação de políticas públicas que desenvolvam suas potencialidades e melhorem sua qualidade de vida. A capacidade inicial de atendimento no “ Campos para Todos” é de 80 pessoas/mês, o “ Campos Para Todos" conta com equipe multiprofissional, seguindo a Resolução do Conselho Nacional de Assistência Social ( CNAS) que diz que, além de atender a demanda para os serviços afins, fará o acompanhamento dos mesmos, garantindo a resposta ao encaminhamento efetuado, ou seja referência contra referência.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O município já pode contar com um serviço pioneiro no interior do Estado do Rio e, segundo especialistas, modelo para todo país. Neste sábado (03), a Prefeita Rosinha Garotinho e a secretária da Família e Assistência Social, Izaura Freire, inauguraram o Serviço de Proteção Social para a Pessoa com Deficiência, o “Campos para Todos”. A inauguração do espaço, localizado na Praça da República, contou com a presença de representantes da Federação Nacional da Integração de Surdos (Fenais) do Rio, Conselho Estadual de Assistência Social, Organizações não Governamentais (Ongs) de Campos, universidade federal, vereadores, secretários e comunidade.

O órgão será referência para atendimento a pessoas com qualquer tipo de deficiência e tem como objetivo principal, assegurar os direitos delas, articulando entre as secretarias e demais órgãos públicos, a implementação de políticas públicas que desenvolvam suas potencialidades e melhorem sua qualidade de vida. A capacidade inicial de atendimento no “Campos para Todos” é de 80 pessoas/mês.

A Prefeita Rosinha Garotinho fez questão de ressaltar que ninguém está livre de, por qualquer motivo, ficar impossibilitado de seus movimentos, mesmo que não tenha nascido assim, até ao atravessar uma rua. “Não sabemos o dia de amanhã, por isso temos que respeitar e, acima de tudo apoiar a causa. Hoje, todas as obras da prefeitura contam com acessibilidade e as casas do Morar Feliz conta com 10% delas adaptadas. Mas, para mim, deficiente é aquele que pode, mas não sabe contemplar o belo, não quer enxergar as coisas erradas”, afirma a prefeita.

Para o intérprete de sinais da Federação Nacional de Integração de Surdos, do Rio, Luis Cláudio de Oliveira, “ver uma estrutura como a que foi montada para o Campos para Todos, parece mentira, caso não foi comprovado pessoalmente. E é justamente isso que as pessoas com deficiência precisam. A Prefeita Rosinha deveria apresentar este centro para todo o país, para que sirva de exemplo”.

A secretária Izaura Freire acrescentou que como mãe sabe a importância de um centro de atendimento como o “Campos para Todos” e a sua necessidade. Como gestora, feliz de poder, através da Prefeita Rosinha Garotinho, tornar realidade este projeto. “Quem tem um caso qualquer na família sabe a importância que é um centro completo como o que Campos acaba de ganhar. E isso só foi possível por causa da sensibilidade da nossa prefeita que já vem desenvolvendo a questão da acessibilidade em várias obras do município”, emociona-se a secretária.

O coordenador do órgão, Reginaldo Ferreira, disse que esse era um sonho dos campistas, que foi concretizado agora, pela Prefeita Rosinha, que será referência na região. “Hoje é um dia de festa, de concretização de sonhos, proporcionado pela prefeita e pela secretária Izaura que, de imediato, ficou sensibilizada com o projeto”, disse o coordenador.

Fonte:http://www.smfas.campos.rj.gov.br/

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


A Prefeita Rosinha Garotinho e a secretária municipal da Família e Assistência Social, Izaura Freire, inauguram no próximo sábado (03), às 9h, o espaço onde vai funcionar o primeiro Serviço de Proteção Social para a Pessoa com Deficiência do interior do estado do Rio, o “Campos Para Todos”. O órgão será referência para atendimento a pessoas com qualquer tipo de deficiência e tem como objetivo principal, assegurar os direitos delas, articulando entre as secretarias e demais órgãos públicos, a implementação de políticas públicas que desenvolvam suas potencialidades e melhorem sua qualidade de vida.

Com capacidade inicial de atendimento para 80 pessoas/mês, o “Campos Para Todos” contará com equipe multiprofissional, seguindo a Resolução do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) que diz que, além de atender a demanda para os serviços afins, fará o acompanhamento dos mesmos, garantindo a resposta ao encaminhamento efetuado, ou seja, referência e contra referência.

A secretária Izaura Freire explica que o serviço irá, também, promover a interação com a rede socioassistencial e demais secretarias. E, ainda, fará encaminhamentos para cursos profissionalizantes, atividades esportivas, cursos de informática, braille e libras, tanto para o usuário, quanto para familiares e servidores municipais.

- Precisamos cada vez mais conscientizar a sociedade do potencial da pessoa com deficiência e seu direito ao protagonismo social. A partir daí, faremos encontros, fóruns, palestras, entre outros. Sem falar em projetos em parceria escolas sobre a inclusão educacional, garantindo aos usuários do BPC na Escola, o direito a equidade e qualidade educacional - explica a secretária.

Programação de inauguração:

· 8h – Abertura Esportiva
· Futsal de cegos
· Futsal de surdos
· Apresentação musical: Coral de Libras Apoe
· Depoimentos:
Coordenador do Campos Para Todos: Reginaldo Ferreira da Silva
Presidente do Conselho Nacional de Assistência Social: Carlos Eduardo Ferrari
Secretária da SMFAS: Izaura Freire
Prefeita: Rosinha Garotinho
· Apresentação musical: Coral Escola Pequeno Jornaleiro
· Apresentação Musical: Solo Sara Barreto (IFF)
· Descerramento da Placa de Inauguração
· Coquetel.