quarta-feira, 18 de janeiro de 2012







A Biblioteca Municipal Nilo Peçanha estreitou a parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos ao ser convidada a se tornar uma “Biblioteca Amiga do Leitor com Deficiência Visual”. O diretor Maurício Xexéo recebeu um adesivo alusivo para divulgar a participação do projeto voltado ao estímulo à leitura e que tem o objetivo como ampliação do acesso às crianças, jovens e adultos com deficiência visual às fontes de informação, cultura e educação através dos livros.

Segundo Xexéo, a Biblioteca Nilo Peçanha recebeu um kit com cinco áudios-livros e uma cartilha de capacitação para contribuir com o acervo acessível e orientá-lo sobre a incentivar o acesso do leitor com deficiência visual. “Essa parceria nos coloca no roteiro nacional e internacional que tem capacidade de receber deficientes visuais e com baixa visão, além de abrir a porta do conhecimento para quem tem deficiência visual”, comentou.

Os cinco livros falados são: “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, “Memórias de Um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, “Capitães de Areia”, de Jorge Amado, “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, e “A Cidade Ilhada”, do autor Milton Hatoum.

“O nosso espaço braile dispõe de cerca de 300 títulos em áudios-livros, um sofá que foi doado pelos funcionários da Biblioteca Nilo Peçanha, oferecendo mais comodidade aos deficientes visuais, uma mesa de apoio para leituras e reglete para a escrita em braile, além do fácil acesso a audioteca”, pontuou. O espaço braile funciona no Palácio da Cultura, das 8h às 17h.


Fonte: http://www.campos.rj.gov.br

terça-feira, 17 de janeiro de 2012





O Serviço de Proteção Social para Pessoas com Deficiência (Campos para Todos), gerenciado pela Secretaria Municipal da Família e Assistência Social, realiza nesta quarta-feira (18/01), de 14:30 às 16:00h e na quinta-feira (19/01), de 8:30 às 10:00h, mais uma aula de introdução da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para a população interessada. As aulas, iniciadas no início de Janeiro e com duração de 3 meses, têm como principal objetivo passar para a população na prática a noção básica do idioma.


O Serviço de Proteção Social para Pessoas com Deficiência está localizado na Praça da República, atrás da nova Rodoviária Roberto Silveira, no Centro da cidade, e realiza atendimento de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h.
Presidente afirmou que casas do plano serão ‘adaptáveis’. ‘Viver Sem Limite’ vai atuar nas áreas de educação, saúde e inclusão social.
 
A presidente Dilma Rousseff disse na manhã desta segunda-feira (21), durante seu programa de rádio “Café com a presidenta”, que o programa Minha Casa Minha Vida 2 também irá beneficiar as pessoas com deficiência.
Segundo Dilma, as casas serão adaptadas. “Todas as casas destinadas às famílias que ganham até R$ 1.600,00 serão adaptáveis. Todas elas terão portas mais largas e corredores e banheiros mais amplos para facilitar a locomoção das pessoas com deficiência”.
O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência destinará R$ 7,6 bilhões, até 2014, em ações na área de educação, saúde, inclusão social e acessibilidade. Para a presidente, o plano garantirá direitos e vai oferecer estímulo à pessoa com deficiência.
“O Viver sem Limite é um plano de garantia dos direitos, de apoio e estímulo à pessoa com deficiência. Vamos investir R$ 7,6 bilhões até 2014 para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência e reduzir os obstáculos que excluem ou limitam o seu convívio social. O Viver sem Limite é parte do compromisso do nosso governo de lutar contra toda espécie de desigualdade e a favor da oportunidade para todos”.

Compra de ônibus

Dilma entende que o plano vai colocar a criança com deficiência na escola e que o governo fará sua parte com a compra de equipamento necessário.
“Um objetivo importante do plano é criar as condições para que todas as crianças e adolescentes com deficiência estejam nas escolas. Muitas vezes, essas crianças estão fora das salas de aula porque não há transporte disponível. Então, nós vamos comprar 2.600 ônibus acessíveis. Também vamos equipar 17 mil escolas públicas, as APAEs e outras instituições de educação especial, com salas com recursos multifuncionais”.

Mercado de trabalho

A presidente explicou como pretende abrir as portas do mercado de trabalho aos deficientes.
“No Pronatec, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego, deixamos reservadas 150 mil vagas para capacitar as pessoas com deficiência. Outra coisa importante nesse plano é que os jovens que recebem o Benefício da Prestação Continuada (BPC) e forem contratados como aprendizes poderão continuar no programa por até dois anos. Assim, eles têm chances de aprender uma profissão sem perder a proteção do benefício. Outra novidade importante é o retorno imediato ao BPC em caso de perda de emprego”.
De acordo com Dilma, o governo também vai melhorar as condições de acesso a equipamentos que facilitem a vida das pessoas com deficiência.
“Criamos uma linha de crédito para a compra de equipamentos como cadeiras de rodas motorizadas, impressoras Braille e lupas eletrônicas. O governo também vai deixar de cobrar impostos sobre equipamentos de saúde e educação destinados a pessoas com deficiência. Outra ação importante é a criação de cinco centros tecnológicos para treinamento e uso de cães-guia. Nós vamos criar um centro em cada região do país”.

Fonte: G1

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O mercado de trabalho está difícil para todo mundo, onde todos sofrem com a falta de emprego até mesmo os deficientes, que também não fogem dessa estatística.
A deficiência é algo que pode estar em caráter físico, psicológico ou anatômico, infelizmente em todas as partes do mundo as pessoas que sofrem ou passam por algum tipo de deficiência, são discriminadas em várias situações, pois existe um certo preconceito.
É possível encontrar agencia de emprego para deficiente, onde ela encaminha as pessoas portadoras de alguma deficiência para atuar em uma área especifica compatível com eventual problema, por isso, se você tem condições, capacidade e força de vontade, não fique lamentando por ter uma deficiência, vá a luta e conquiste seu espaço e seu direito de cidadão.
Você pode encontrar agencias de emprego para portadores de deficiência na internet ou visite o site da  Prefeitura Municipal de Campos e fique por dentro. Confira nossas vagas recentes.

http://www.campos.rj.gov.br/exibirNoticia.php?id_noticia=11504

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012



 Engana-se quem pensa que um deficiente visual não pode usar o computador ou mexer em uma tela touchscreen, sensível ao toque. Pelo contrário, a tecnologia facilita a essas pessoas escreverem, lerem livros e até assistirem a filmes. Atualmente, diversos softwares — conhecidos como leitores de tela — transformam em áudio todo o conteúdo escrito na tela.
O professor de retórica Victor Caparica, de 30 anos, que perdeu a visão aos 22 anos em um acidente, faz uso dessas tecnologias. Ele considera o iPhone como uma espécie de “renascença para os cegos”. “A quantidade de acessibilidade que ele trouxe ajudou muito a gente. Para o deficiente visual, existem diversas opções”, conta. A habilidade com o teclado adquirida antes de perder a visão facilitou sua adaptação e, sendo fã de tecnologia, ele rapidamente se acostumou aos leitores de tela e hoje consegue montar slides, estudar, escrever, ler livros, assistir a filmes e, claro, participar das redes sociais.
“Existem diversos aplicativos feitos para os cegos e, hoje em dia, é muito mais fácil para nós usarmos a internet”, explica. Os leitores de tela leem todo o conteúdo escrito na página e os comandos são usados somente pelo teclado, excluindo por definitivo o mouse. Cada voz é diferente e a velocidade é regulável. “Depois que a pessoa se habitua, ela vai entendendo cada vez mais rápido o som e pode ir deixando a voz mais rápida. Uma hora, a gente se irrita e vai aumentando a velocidade para facilitar”, ressalta.
Mesmo na tela touchscreen, Caparica consegue saber onde os ícones estão. “A gente consegue visualizar o ambiente dentro da nossa cabeça e temos noção de espaço. Na internet não é diferente, eu crio um espaço virtual na minha mente e consigo navegar só pelo comando de voz normalmente”, confirma.
Sites sem acessibilidade
Apesar das inovações, ainda existem alguns problemas. Nem todos os sites são facilmente ‘traduzidos’ para o áudio, devido ao grande de número de imagens e também outros plug-ins que não podem ser lidos. Como, por exemplo, a confirmação de identidade, onde o internauta deve digitar os caracteres que aparecem na tela. “Apesar de existir a opção de você ouvir as letras para depois digitar, o sistema não funciona e não é usual, sou obrigado a mudar de site ou pedir ajuda de alguém”, diz Victor Caparica.
Empresa que mais evoluiu foi Apple
Os leitores de tela são compatíveis com diversas plataformas. No caso do Linux, o leitor é o Orca e vem integrado ao sistema. No Windows, existem opções variadas, porém, a maioria delas é paga. Um exemplo de leitor gratuito é o NVDA (NonVisual Desktop Access ou Acesso Não Visual ao Ambiente de Trabalho). A empresa que mais evoluiu na tecnologia assistiva é a Apple, com o sistema VoiceOver integrado, seja nos IOS (celulares, tablets e tocador de música) ou no Mac OS.
Livros, filmes, jogos e redes sociais
Para ler livros, Caparica baixa e-books em extensões .pdf ou .doc, do Word, e o leitor de telas lê o livro. “Eu deito e fico ouvindo sossegado, coloco a voz em uma velocidade rápida e consigo ler de cem a 200 páginas por dia”, explica. E para assistir a filmes, é até mais simples, tanto no notebook quanto no cinema.
“Só pelas falas e o som ambiente, a gente consegue entender o filme, com exceções das cenas de clipes, ou seja, eles tiram o som ambiente e colocam uma música, aí a gente precisa que alguém nos explique ou que tenha a audiolegenda adequada”, explica.
E quando o filme é legendado, apesar de ser fluente em inglês, ele tem a opção de colocar o leitor de telas, que lê as legendas. Caparica é fã do Twitter e usa a versão mobile e também no computador, com o Qwitter Blind Accessibility, que lê os tweets para ele. “Mesmo se eu voltasse a enxergar, eu continuaria usando esse aplicativo, ele é fantástico”, brinca ele.
O Qwitter não cria nenhuma página na tela, então, o internauta pode navegar e simplesmente usar os comandos do teclado para twittar, ler a timeline e até checar as mensagens. “Depois de um tempo, a gente aprende a identificar somente pelo áudio”, completa.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O Serviço de Proteção Social para Pessoas Portadoras de Deficiência, ligado à Secretaria da Família e Assistência Social, o “Campos para Todos”, prossegue atendendo portadores de necessidades especiais. Com uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, advogado e assistente social, o órgão realiza o primeiro atendimento aos deficientes e, verificadas as necessidades, os encaminham às redes de atendimento existentes no município.

O órgão é referência para atendimento a pessoas com qualquer tipo de deficiência e tem como objetivo principal, assegurar os direitos delas, articulando entre as secretarias e demais órgãos públicos, a implementação de políticas públicas que desenvolvam suas potencialidades e melhorem sua qualidade de vida.

 O Serviço de Proteção Social para Pessoas com Deficiência está localizado na Praça da República, atrás da nova Rodoviária Roberto Silveira, no Centro da cidade, e realiza atendimento de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

No Dia Mundial do Braille, comemorado hoje (4), pessoas com deficiência visual cobram maior uso do sistema de leitura e escrita no Brasil.

Criado pelo francês Louis Braille, nascido em 4 de janeiro de 1809 e que perdeu a visão aos 3 anos, o sistema permite a pessoas com cegueira total ou parcial ler por meio do tato. Com seis pontos em relevo dispostos em duas colunas e três linhas, o sistema proporciona 63 combinações diferentes que representam as letras do alfabeto, os números, símbolos científicos, da música, fonética e informática.

Com apenas um toque, o cego percebe os pontos em relevo ao passar os dedos da esquerda para a direita. O sistema Braille chegou ao Brasil em 1850. A partir da década de 1940, passou a ser usado em livros.

Apesar de já existir cardápios em restaurantes e embalagens de cosméticos e de remédios em braille, cegos ou pessoas com baixa visão ainda reclamam da dificuldade de encontrar informações adaptadas.

“Os mercados não informam nada em braille sobre promoções de mercadorias. Não tem nada”, disse a vice-presidente da Associação Brasiliense de Deficientes Visuais (ABDV), Adriana Candeias, que é cega.

Acrescentando as reclamações da vice-presidente, pelo descaso com o deficiente visual, o diretor administrativo da associação, Paulo Luz, que também tem deficiência visual desabafa.

“A gente não tem condições de saber o que está comprando, a validade. Algumas empresas já estão implantando, mas ainda falta muito”, ressalta o Diretor.

A vice-presidente reforçou que o braille garante independência aos cegos. “A partir do momento em que é oferecido algo em braille, a pessoa com deficiência visual passa a ser independente. Ela sabe que pode ir ao estabelecimento sozinho e vai ter total acesso”, destacou Adriana Candeias.

Os representantes da associação também alertaram para a demora de livros didáticos novos serem transformados para o braille. “Lançam um livro hoje, mas quando o cego vai ter acesso à obra, ela já está ultrapassada”, argumentou Paulo Luz.

As editoras não são obrigadas a publicar em braille todas as obras lançadas. Quando recebe pedidos, o setor, geralmente, recorre a empresas especializadas e instituições não governamentais para fazer a conversão, segundo a coordenadora de Revisão Braille da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Regina Fátima de Oliveira

Os livros falados têm sido usados para conseguir textos atualizados com rapidez. Desde 2009, o Ministério da Educação disponibiliza, de graça, um software que converte qualquer texto de computador em sonoro, com narração em português.

Apesar dos benefícios da tecnologia, a coordenadora defende que o livro em braille é primordial nos primeiros anos escolares das crianças cegas. “Para que possa ter domínio da ortografia ou da simbologia da matemática, a criança precisa do livro físico, assim como é com as crianças que enxergam. A gente só lê quando toca”, explicou.

O crescimento da utilização do audiolivro pode estar relacionado ao custo mais baixo em comparação ao de braille. Cada página de um texto comum equivale a até quatro páginas em braille, conforme a especialista.

No Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e 6 milhões com baixa visão, segundo dados da fundação com base no Censo 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte:http://www.ururau.com.br/saude10133#Deficientes%20visuais%20querem%20maior%20uso%20do%20sistema%20Braille%20no%20Brasi