terça-feira, 6 de março de 2012


Oficina para Intérpretes, participem!
Venha aprender e aprimorar sua interpretação.

Os interessados por favor enviem um e-mail para garantir sua vagas ou
acessem também nosso site (FENEIS) para obter mais informações bem como as fichas de inscrição!


segunda-feira, 5 de março de 2012


Deficiência auditiva é o termo indicado para perda audição ou dificuldade de perceber certos sons. O ouvido humano se divide em externo, médio e interno.  O externo, como o próprio nome já diz é dividido pelos pavimentos da parte externa, chamado de pavilhão auricular, pelo canal e se estende até a membrana timpânica.

O ouvido médio é formado por três ossículos chamados de martelo, estribo, bigorna, além da abertura do canal. Já o ouvido interno, responsável pelo nosso equilíbrio, é composto pelo aparato vestibular e pela cóclea, que domina nossa audição. A alteração desta cóclea, leva a vários comprometimentos da audição.

A fonoaudióloga, especialista em audição Renata Bretas Suriano recebeu a equipe do Site Ururau e explicou quais são os cuidados que devemos ter com o nosso aparelho auditivo e como podemos nos prevenir quanto a perda da audição.

“A perda auditiva pode se dar por condução, mista ou neurosensorial. A condutiva é quando alguma coisa está no caminho atrapalhando a condução do som pelo ouvido externo, médio, até chegar ao interno. A perda neurosensorial se dá quando ocorre lesão das células nervosas sensoriais. Já a mista, seria a junção dos dois casos,” explicou Renata.

A perda condutiva é reversível por tratamento médico ou medicação, podendo ser causada por acúmulo de cera, otites repetitivas e infecções. Ou ainda exposição a ruído por longo período.

Segundo a médica, esta perda, quando neurosensorial é considerada mais grave por interferir diretamente no ouvido interno, até o cérebro, dificultando que o nervo auditivo transmita a informação ao mesmo, levando o indivíduo a perder a capacidade auditiva para certos sons. Ela explicou ainda que a perda da audição se divide entre os graus leve, moderado, severo e profundo.

“A perda leve, geralmente não é perceptível, sendo identificada somente através de audiometria. A forma moderada, o indivíduo percebe quando começa a distorcer sons, a voz fica abafada, no convívio não se entende a conversa por inteiro. Já a perda profunda é um grau mais avançado,” dia a fonoaudióloga.

LIMPEZA DO OUVIDOA cera pode criar uma barreira na membrana timpânica, que atrapalha a conduzir o som, mas a limpeza do ouvido deve ser feita somente na parte externa evitando a introdução de cotonetes ou materiais pontiagudos.

“A cera é a defesa no nosso ouvido, quando há uma produção elevada, o otorrino é o médico especialista que deve realizar a limpeza. Se entrar qualquer coisa no ouvido, por favor, não tentem tirar em casa, encaminhe-se diretamente ao médico. O indicado é que se vá ao otorrino periodicamente para fazer essa avaliação auditiva,” aconselha a médica.

PREVENÇÃO
A prevenção deve ser feita ainda no período gestacional, tomando todas as vacinas e cuidados com infecções bacterianas e virais, como sífilis e toxoplasmose e ainda quanto ao uso de medicamentos antibióticos ortotóxicos, tanto no período gestacional, quanto depois de nascido. A incompatibilidade sanguínea também pode gerar a perda auditiva do bebê.


Os pais de jovens e adolescentes devem ainda estarem atentos quanto ao uso aparelhos de som com volume elevado e de aparelhos eletrônicos diretamente introduzidos no ouvido, ou fones externos e isso em qualquer fase da vida, valendo também para os próprios pais.

“Nenhum fone é indicado em nenhuma fase da vida, mesmo os que não são introduzidos no ouvido, por que ele abafa e começa a matar a célula, por dificultar o transporte aéreo e a ventilação do ouvido. A célula uma vez morta, não se regenera. Isso não que dizer que se você usar por uma semana vai ficar surdo, mas hoje em dia, principalmente os adolescentes, fazem uso contínuo dos fones e sempre acima de 70 decibéis, o que não é indicado. Além disso, quem trabalha exposto a ruídos constantes e altos deve fazer uso contínuo dos EPI, Equipamentos de Proteção Individual.”

É possível perder a audição completamente através de lesões, tumores, traumas acústicos como bombas, foguetes e tiros, e doenças bacterianas ou virais que podem trazer seqüelas. Fora esses casos, a perda completa da audição acontece de maneira gradativa.

As células da audição, além de serem as únicas do nosso organismo que não se regeneram, também envelhecem e a percepção desta perda só é possível quando a mesma já está passando do nível moderado para o severo. Geralmente quando familiares começam a perceber que o outro não presta atenção no que é dito, só ouve bem quando se fala frente a frente, dentre outros sinais. Neste caso, é indicado que a pessoa faça um exame, para detectar o nível e a causa desta perda auditiva.

“Se for por condução, nós vamos detectar, o que está atrapalhando esse som, para que ele não chegue com qualidade ao ouvido, se é por cera ou se foi por uso indevido de algum objeto pontiagudo que acabou perfurando a membrana timpânica, por exemplo. Caso seja neurosensorial, por perda de células, é indicado o uso de aparelho auditivo que é personalizado.”

APARELHOS AUDITIVOS
A indicação do aparelho auditivo é feita em conjunto com o otorrino e o fonoaudiólogo.



“Todo o trabalho de seleção do tipo de aparelho, adaptação e regulagem é feito com o fonoaudiólogo. Pra cada pessoa, pra cada cor de cabelo tem um aparelho. Pra criança nós temos rosa, de zebra, de todas as cores e o aparelho mais indicado pra criança é o à prova d’água. Tem ainda os internos, os auriculares e até os transparentes. O preço varia de R$ 1.000 a R$ 10.000, que é um aparelho todo transparente que fica completamente invisível, dentro do canal auditivo.”



Segundo a Dra. Renata, ainda existe muito preconceito para o uso do aparelho auditivo, que é a única forma de identificar se o indivíduo é surdo, principalmente entre os adolescentes. A médica faz ainda um alerta aos pais e professores.

“Os professores devem ter mais atenção aos alunos desatentos, que não apresentam concentração ou mostram irritabilidade, ou aqueles que a mãe às vezes reclama que está com distúrbio do sono. Nesses casos devem-se orientar os pais a buscarem uma ajuda profissional, primordialmente o fonoaudiólogo.”

O fonoaudiólogo deve ser o primeiro profissional a ser procurado em caso de problemas de dificuldade de dificuldade de aprendizado, esse profissional é capacitado para identificar se o caso se trata de uma deficiência auditiva ou de outro problema que deverá ser cuidado por psicólogo ou psicopedagogo.

Fonte: Ururau

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O maior programa habitacional do interior do estado de Rio de Janeiro tornou realidade, o sonho de milhares de famílias que viviam em áreas de risco. As casas – construídas em diversos bairros de Campos - têm dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. Parte delas são adaptadas para idosos e portadores de necessidades especiais. Os conjuntos habitacionais possuem infraestrutura completa e espaço para praças, creches e escolas. Ao todo, a Prefeitura de Campos está entregando 5.100 casas, no Eldorado, Tapera, Parque Prazeres, Santa Rosa, Novo Jóquei, Penha, Travessão, Lagoa das Pedras e Aldeia.

Respeito e dignidade para todos os cidadãos

O Coordenador do Serviço de Proteção Social para a Pessoa com Deficiência Reginaldo Ferreira juntamente com o Sr. Raul que é Presidente da Associação de Cegos de Campos, foram visitar hoje sexta (17) as casas recebidas pelos usuários “Babu e Bahiano” contemplados pelo Programa Morar Feliz, os mesmos agradeceram essa oportunidade por terem seus direitos respeitados como todo cidadão. E hoje podem dizer “. tenho minha casa própria”.

O Serviço de Proteção Social para Pessoas com Deficiência  está localizado na Praça da República, atrás da nova Rodoviária Roberto Silveira, no Centro da cidade, e realiza atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.



sábado, 25 de fevereiro de 2012


 Reivindicação de vaga para deficiente no
Tribunal de Justiça


Representantes Comissão dos direitos dos idosos e das pessoas com deficiência da OAB/MS participam de uma reunião hoje, às 14 horas, no Tribunal de Justiça, para falar sobre vagas para deficientes no Poder Judiciário.

O presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Mato Grosso do Sul, Silvan Cardoso, procurou a Ordem dizendo que uma funcionária da Associação foi aprovada, mas não teve a vaga reservada para deficientes no V Concurso Público de Provas para Provimento de Cargos Públicos da Estrutura Funcional do Pode Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul.

Durante a reunião com o presidente do TJ/MS, Luis Carlos Santini, a presidente da Comissão dos direitos dos idosos e das pessoas com deficiência da OAB/MS, Tânia Regina Noronha Cunha e o vice-presidente, Márcio Velasques, vão questionar porque a candidata com deficiência visual classificada em primeiro lugar na lista especial para o cargo de analista judiciário, não foi nomeada em uma das cinco vagas abertas para a Secretaria do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul.

O edital do concurso prevê que portadores de necessidades especiais têm direito a 10% do total de vagas. Se aplicado o percentual às cinco vagas, o resultado é de 0,5, que conforme o entendimento da lei deve ser elevado ao primeiro número inteiro subseqüente, qual seja, uma vaga.

Fonte: MS Notícias




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012



Novo método de exercícios dá mais equilíbrio a cadeirantes

Core 360º é usado em treinamentos personalizados para dar mais autonomia a quem usa a cadeira de rodas

Bruno Folli, iG São Paulo


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Um método de treinamento personalizado, capaz de queimar até 700 calorias por aula, está sendo usado como exercício funcional por cadeirantes. E com bons resultados.

O Core 360º é um verdadeiro matador de calorias nas academias porque exercita diversos músculos ao mesmo tempo. Isso é possível graças aos movimentos focados no centro de estabilidade e sustentação do aluno, área tida como ponto fraco do cadeirante.


“Muitos alunos não conseguem sustentar o próprio corpo por causa da lesão que tiveram. Eles precisam ficar sempre com um braço apoiado na perna para segurar o peso do tronco”, observa Artur Hashimoto, especialista em treinamento funcional para cadeirantes.

O método core busca recuperar a estabilidade do tronco com uma série de exercícios para quadris, abdome e região lombar. “São esses exercícios para o centro do corpo que vão devolver ao cadeirante sua estabilidade”, explica Hashimoto.

Para montar um treino, que sempre é bastante personalizado, o treinador precisa considerar o tipo de lesão do aluno, pois ela influencia em sua capacidade de movimentação. Se a lesão for no alto da região torácica, por exemplo, a capacidade de sustentação do corpo será menor.

A região torácica da medula espinhal é composta por 12 segmentos (t1 ao t12) e controla tórax, abdome e parte dos membros superiores. “Já tive alunos com lesão na t2 e com lesão na t5. A diferença no controle do corpo é enorme”, afirma Hashimoto.

Autonomia

O treinamento personalizado é elaborado com base nas necessidades mais urgentes do aluno. “Fiz um trabalho de flexibilidade para um aluno que não conseguia tirar o tênis sozinho. Hoje ele consegue cruzar a perna e já alcança o próprio pé”, comemora Hashimoto.

Outro aluno tinha dificuldade para sustentar o corpo e, por isso, foi submetido a um treinamento para fortalecer o equilíbrio do tronco. “A meta do treinamento é devolver a autonomia, para que o aluno possa fazer suas coisas sem ajuda, como sair da cadeira, entrar no carro ou deitar na cama”, afirma o treinador.

Exercícios

A maior parte do treino pode ser realizada com elásticos, bolas de ginástica, halteres e máquinas normais de academia. Praticamente não é preciso adaptar os equipamentos. “Mas a academia precisa ser espaçosa para o aluno passar com a cadeira”, conta. Também é preciso ter banheiro adaptado.

Os exercícios livres, muitas vezes, são mais interessantes que os exercícios em máquinas. “A máquina direciona o movimento. No exercício livre o aluno tem liberdade de movimento e exercita também seu equilíbrio”, explica.

Podem ser utilizados até exercícios lúdicos, úteis para o caso de cadeirantes infantis. O aluno mais novo de Hashimoto tinha 10 anos e perdeu os movimentos da perna depois de um câncer, aos dois anos de idade.

Os exercícios são sempre adaptados às necessidades do cadeirante, em vez do cadeirante se adaptar ao movimento do exercício, como acontece nos treinamentos convencionais. “Isso faz do treinamento algo bem específico”, diz Hashimoto.

“A meta é chegar a um corpo equilibrado. Que tenha força, resistência, flexibilidade, massa muscular e coordenação motora”, conta o treinador.

O método não substitui a fisioterapia. As duas atividades devem ser feitas em conjunto, de forma complementar. “Pode ser duas aulas de core e três de fisioterapia por semana ou o inverso”, conta Hashimoto.

“Os fisioterapeutas dão sempre um retorno positivo. Dizem que o core ajudou o paciente deles a fazer movimentos que antes não fazia ou a fazer movimentos com mais firmeza”, afirma.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


Agenda dos Blocos de carnaval para deficientes do Rio de Janeiro



Aqui temos uma pequena lista dos blocos de carnaval que são organizados para que os deficientes possam se socializar e brinquem com assuntos relacionados a causa e pelos seus direitos.



Agenda dos Blocos:
Tá Pirando, Pirado, Pirou!

O Bloco sairá na Urca, Rio de Janeiro, no dia 12 de Fevereiro de 2012.
Local: Urca
Data: 12 de Fevereiro de 2012
Horário: 15h

O Percurso terá inicio na Av. Pasteur, próximo ao Instituto Benjamin Constant e desfilará pelas imediações.
Bloco Senta que Eu Empurro!

O Bloco saíra de frente ao IBDD no Catete, Rio de Janeiro, no dia 17 de fevereiro de 2012.
Local: Catete
Data: 17 de Fevereiro de 2012
Horário: 20h – 22h

O Percurso será pela rua Artur Bernardes, Bento Lisboa, Dois de Dezembro, encerrando na esquina da Rua do Catete
Bloco Beijamim no Escuro

O bloco sairá na Urca, Rio de Janeiro, no dia 19 de Fevereiro de 2012.
Local: Urca
Data: 19 de Fevereiro de 2012
Horário: 13h

O percurso será pela Av. Pasteur, do Instituto Benjamim Constant até a Praça General Tibúrcio, voltando ao Instituto Benjamim Constant.
Bloco Gargalhada

Local: Avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ
Data: 19 de Fevereiro de 2012
Horário: 16h
A concentração está marcada para às 13:00 na Associação Atlética Vila Isabel, na Av 28 de setenbro, 160. Serão doadas camisetas a todos os deficientes que comparecerem ao desfile do bloco.

A Embaixadores da Alegria tornou se referência mundial em Carnaval por ser a única escola de samba do mundo voltada para pessoas com deficiência. A empresa inglesa Blue Touch Paper, responsável por realizar um Carnaval inclusivo, no sul da Inglaterra, propôs a criação de uma agremiação para pessoas com deficiência desenvolvendo um enredo nos moldes brasileiros. A organização social, que desfila há cinco anos na Marques de Sapucaí e, há três anos, abre o desfile das Campeãs do Grupo Especial, destaque em tecnologia social e emocional, aceitou o desafio.
O enredo já foi definido pelos diretores da empresa, após visita ao Rio de Janeiro: São Jorge, santo padroeiro de algumas escolas de samba e santo protetor da Inglaterra.
Com o enredo 2012, “Olê, lê, Olá, lá – A Paralimpíadas vem aí – e a alegria vai pegar”, que fala da superação através do esporte, a Embaixadores também se mantém atenta às questões ambientais, usando material reciclável, em suas alegorias e adereços.
A visita marcada, entre os dias 17 e 23 de abril, na Ilha de Wight, tem como objetivo a fabricação dos protótipos das fantasias adaptadas com os designers locais, além de trocar experiências sobre como realizar um desfile totalmente acessível. Finalizando, uma festa de protótipos e a primeira feijoada no Sul da Inglaterra no dia 23 de abril, Dia de São Jorge. Também será lançado o primeiro Samba Enredo feito pelos compositores da organização brasileira, para o desfile da Blue Touch Paper.

Fonte: Vida Mais Livre

Conheça o blog dos Embaixadores da Alegria: http://eusouembaixador.blogspot.com/?z